Assassinado pelo Pai Monstro: Condenado a 44 anos por morte e tortura do filho em Alegrete
Foto: MPRS/Reprodução |
Luis Fabiano Quinteiro Jaques foi condenado a 44 anos, 10 meses e 20 dias de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri de Alegrete, no Rio Grande do Sul. A sentença, proferida após um julgamento de mais de 14 horas, incluiu acusações de homicídio doloso qualificado e tortura contra seu filho, Márcio dos Anjos Jaques, que tinha apenas 1 ano e 11 meses à época do crime.
O caso, que chocou a comunidade local pela gravidade das agressões, remonta ao ano de 2020. Márcio foi submetido a meses de violência física antes de falecer. Laudos periciais apresentaram evidências contundentes de lesões traumáticas na cabeça e no rosto da criança, comprovando os abusos sofridos. A mãe da vítima também foi investigada, mas as principais responsabilidades pelos atos violentos recaíram sobre Luis Fabiano.
O julgamento passou por diversos adiamentos ao longo dos anos, mas a sentença final foi recebida como um marco para a justiça. Durante as mais de 14 horas de debates, o júri considerou a premeditação e a crueldade dos atos como agravantes, refletindo no tempo elevado da pena.
Luis Fabiano deverá cumprir sua sentença em regime fechado, sem direito a benefícios imediatos de redução de pena. A decisão é vista como uma resposta severa ao crime, mas também levanta debates sobre a necessidade de maior proteção para crianças em situações de vulnerabilidade.
O caso reforça a importância de denunciar sinais de maus-tratos e negligência infantil. Tragédias como a de Márcio ressaltam o dever coletivo de cuidar e proteger os mais frágeis da sociedade. Em Alegrete, a memória do menino será sempre um lembrete da luta por justiça e pela garantia de direitos fundamentais às crianças.
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