Desaparecimento de Thainara dos Santos - Comunidade Quilombola de Cachoeira Clama por Justiça após 30 Dias

Thainara dos Santos, Quilombola de Cachoeira
Foto: Divulgação

Há um mês, a comunidade quilombola de Acutinga Motecho, em Cachoeira, Bahia, vive dias de incerteza e angústia desde o desaparecimento de Thainara dos Santos. A jovem, de 28 anos, foi vista pela última vez no dia 9 de outubro, em uma praça da cidade ao lado de seu ex-companheiro. Hoje, trinta dias após seu desaparecimento, familiares, amigos e a comunidade seguem sem respostas, enquanto as investigações continuam.

Na última vez que foi vista, Thainara teria viajado até Cachoeira acompanhada da mãe, Analice Santos, para resolver assuntos pessoais. Analice relembra que as duas viajaram juntas em um ônibus da zona rural até o centro da cidade, mas se separaram no mercado. Após esse momento, Thainara não foi mais vista, deixando para trás uma filha de 11 anos, fruto de um relacionamento anterior, o que só aumentou a preocupação da família. 

Testemunhas disseram que, naquela tarde, a jovem foi vista acompanhada do ex-companheiro, com quem teve uma filha e manteve um relacionamento de seis anos. Esse homem, agora principal suspeito no caso, foi preso preventivamente pela polícia sob suspeita de envolvimento no desaparecimento. A Polícia Civil informou que a investigação está em andamento e que novas testemunhas estão sendo ouvidas para ajudar a entender o que aconteceu com Thainara.

Além disso, a família revelou que Thainara já havia registrado boletins de ocorrência contra o ex-companheiro por violência doméstica, chegando a pedir uma medida protetiva, a qual posteriormente foi retirada. Analice, mãe da jovem, relatou que o suspeito teria retirado todos os pertences de Thainara de sua casa e, antes do desaparecimento, levou a filha mais nova do casal para um local desconhecido. "Ele tirou até os móveis e o gás da casa, e ninguém sabe onde ele deixou a menina," contou, ainda abalada.

O desaparecimento de Thainara gerou uma grande mobilização da comunidade quilombola e de grupos de direitos humanos locais, que estão cobrando agilidade e rigor nas investigações para localizar a jovem. A população está sendo incentivada a fornecer qualquer informação que possa ajudar o caso, podendo denunciar de forma anônima através do telefone 181.

Esse caso ressalta não apenas a dor de uma família, mas também expõe a dura realidade vivida por muitas mulheres quilombolas, que enfrentam violência e vulnerabilidade em comunidades afastadas.

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